As lojas de gomas e chocolates Hussel vão fechar portas em Portugal. O Grupo Jerónimo Martins, responsável pela marca, decidiu descontinuar a operação no País, numa decisão que implica o encerramento progressivo das 18 lojas existentes nos próximos meses.
A empresa explica que se tratou de uma “decisão difícil”, tomada apenas depois de uma análise profunda e de vários esforços para tentar viabilizar o negócio, que acabaram por não resultar. Segundo a Jerónimo Martins, a operação tornou-se insustentável e sem perspectivas reais de recuperação.
Apesar do fim da marca em Portugal, há uma garantia importante para quem lá trabalha. Aos colaboradores da Hussel foi assegurada estabilidade de emprego noutras empresas do Grupo Jerónimo Martins em território nacional.
Entre os principais motivos que levaram a este desfecho está a insolvência da Hussel GmbH, o parceiro alemão do grupo, declarada em 2024. O processo pôs fim à parceria que sustentava a operação portuguesa e trouxe problemas sérios de abastecimento, além da perda de escala. A estes fatores juntou-se um contexto de forte aumento de custos, sobretudo ao nível das rendas, que acabou por agravar ainda mais a situação.
Outro peso decisivo foi a subida continuada do preço do cacau. A pressão resulta de uma combinação de fatores, como a quebra de produção nos grandes países produtores, o aumento da procura global, as condições climatéricas adversas e ainda a tendência regulatória crescente.
O encerramento das lojas não será imediato. A Jerónimo Martins prevê que o fecho das 18 unidades da Hussel seja feito de forma faseada ao longo dos próximos meses, com o último dia apontado para 30 de abril de 2026.

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