A Nutella foi criada em 1964 pelo italiano Michele Ferrero e pelo irmão Pietro, que juntos formaram a empresa nomeada com o apelido da família. A receita tornou-se num sucesso instantâneo, que se mantém até hoje. A cada 2,5 segundos, é vendido um frasco em todo o mundo, ou seja, 24 por minuto. O produto é tão popular que tem até um dia em sua homenagem, assinalado a 5 de fevereiro.
A pasta de barrar é apreciada em vários países, contudo, a França é — de longe — o maior consumidor. Mais de 25 por cento da produção mundial de Nutella é consumida no país. Apesar da enorme popularidade, o produto não é adequado a quem quer seguir uma dieta vegan, nem para quem sofre de intolerância à lactose.
Os ingredientes principais da receita original são avelãs, cacau e açúcar. Contudo, a composição inclui ainda leite magro, o que faz com que não seja apropriada a vegans. Contudo, a marca está a trabalhar numa receita mais inclusiva, baseada exclusivamente em ingredientes de origem vegetal. Segundo a Ferrero, a nova versão deverá estar disponível em alguns países europeus, como Itália, ainda este outono.
A novidade foi anunciada durante um evento, com mais de 270 marcas, na região italiana de Sardenha. A Nutella Plant-Based já havia sido registada em Itália e na Alemanha, em 2023, embora sem qualquer comunicado oficial. O sabor do creme, sem leite de vaca presente na composição, deverá ser muito semelhante, garante a marca.
“Ao alavancar o espírito inovador e décadas de experiência das nossas marcas globais, preparamo-nos para lançar a nova versão vegan em alguns países europeus, a partir deste outono de 2024. A nova adição à família Nutella proporcionará a mesma experiência inconfundível, substituindo o leite por ingredientes vegetais, oferecendo uma nova e deliciosa escolha (…)”, adiantou a Ferrero à “Plant Based News”.
A adaptação procura dar resposta às necessidades dos consumidores flexitarianos, que comem carne ocasionalmente. Em Itália, 12 milhões de pessoas enquadram-se no regime que propõe uma alimentação à base de vegetais, adianta a EuroNews.

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