A história de Henrique Rosa não começa com memórias de infância entre tachos e panelas. Na verdade, foram as más notas e a falta de foco na escola que o levaram até ao mundo da cozinha. Em boa hora o fez: foi eleito pelo leitores da New in Cascais como o Melhor Chef do Ano nos Prémios NiC.
“Sou um profissional que trabalha para que os clientes saiam felizes. Este foi um ano muito cansativo e de casa cheia. Depois de um ano tão desafiante, receber esta notícia tornou tudo mais leve”, conta o chef de 35 anos. “Aqui, damos valor a quem trabalha connosco e fico feliz que esse esforço tenha sido notado por alguém.” A votação decorreu entre 10 e 25 de dezembro e permitiu aos leitores escolher os seus favoritos.
Foi aos 20 anos que Henrique Rosa se apaixonou pela hotelaria, quando começou a trabalhar no Hotel Muchaxo, no Guincho. “Fiz um pouco de tudo, desde serviço de quartos, limpeza até ao serviço de mesas”, recorda o chef e proprietário da Bodega Brava. “Rapidamente apercebi-me que gostava de estar rodeado das pessoas da cozinha e decidi voltar a estudar.”
Depois de ter começado a trabalhar para fugir à escola, Henrique acabou por regressar à sala de aula, onde concluiu o curso de cozinha em Lisboa. Durante o seu percurso passou por várias cozinhas, como o RIUS em Oeiras e o Paradigma em Cascais. Em 2015, decidiu concluir o mestrado em Estudos Gastronómicos no Basque Culinary Center. Durante esse período, participou em vários estudos ligados à gastronomia e à construção de bases de dados em Barcelona.
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Nessa altura, Henrique Rosa já sabia que queria continuar a trabalhar fora de Portugal e mudou-se para a Dinamarca. Aí ganhou experiência em vários restaurantes, incluindo espaços com estrelas Michelin, no Kadeau e no Noma, este um dos melhores restaurantes do mundo. “Foi um período muito exigente. Lembro-me que dormia três horas por dia, mas valeu muito a pena”, recorda.
Em 2023, regressou a Portugal com a vontade de abrir o seu próprio restaurante. “Durante a pandemia tinha deixado a oportunidade em cima da mesa, mas ainda bem que não aconteceu.” Em 2025, juntou-se aos seus atuais sócios, João e Cláudio, e fez nascer o Bodega Brava.
O conceito é simples e funciona como uma homenagem às tradicionais bodegas espanholas. “Foi precisamente em locais como este que passámos muito tempo em Espanha e decidimos trazê-lo connosco.” A cozinha está aberta todo o dia e é o tipo de sítio onde se pode beber um copo, ter uma refeição completa ou apenas petiscar com amigos.
“Sentimos que em Cascais não existia um sítio com estas caraterísticas e tem sido muito bem aceite até agora.” O menu é assinado pelo chef Henrique Rosa e pelo subchef Ricardo Camacho. Apesar de não haver grandes alterações na carta, a Bodega Brava tem agora sugestões semanais, que vão variando entre pratos e petiscos. “Por exemplo, agora tivemos a Fabada Asturiana, uma espécie de feijoada das Astúrias.”
Depois de quase um ano abertos, os clientes já elegeram os seus pratos preferidos. Entre eles estão a bomba de barceloneta (6€), o solomillo com cognac e roquefort (15,5€) e o brioche de javali com pickle de couve roxa (12,5€), além do presunto cortado à mão.
Saiba mais sobre o Bodega Brava neste artigo da NiC.
Carregue na galeria para conhecer alguns dos pratos da autoria de Henrique Rosa.

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