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Fizemos uma visita à Costa Amalfitana sem sair de Cascais, no novo restaurante Corleone

Situado na Baía de Cascais, o espaço tem tudo para fazê-lo sentir-se de férias, sem estar. Agora, só queremos repetir a experiência.
Tem uma localização privilegiada.

À primeira vista pode parecer uma missão impossível: viajar até ao sul de Itália sem sair das fronteiras de Cascais e almoçar na Costa Amalfitana, antes de regressar a casa ou ao trabalho, em menos de duas horas. Para garantir que seria um plano exequível, a New in Cascais pôs-se a caminho para realizar a experiência. O resultado: uma viagem gastronómica que não vamos esquecer tão cedo, naquele que será um dos espaços mais concorridos deste verão. 

Chama-se Corleone e é o mais recente restaurante da Baía de Cascais, aberto desde 8 de maio. “Queríamos um nome que remetesse logo para Itália”, conta à NiC Miguel Garcia, responsável pelo Grupo São Bento (que, em 2023, abriu o famoso Bougain Restaurant & Garden Bar também na vila). Numa localização privilegiada, com uma vista desafogada, onde os sabores italianos se misturam com a brisa do mar, o Corleone Ristorante al Mare convida a deixar o stress da rotina à porta e a sentar-se à mesa com a tranquilidade de quem não dá pelas horas passar, tal como se estivesse de férias em Itália. 

Instalado num edifício histórico, que faz parte da paisagem cascalense desde 1903 — uma oportunidade imperdível, segundo Miguel Garcia — o Corleone quer ser um espaço para todos. E tem tudo para consegui-lo, desde boa comida a ótimos vinhos, um serviço simpático e eficiente e uma decoração tão agradável que nos faz pensar em repetir a experiência, mesmo ainda estando à mesa.

A casa foi mandada construir pelos terceiros Duques de Palmela, D. Maria Luísa Domingas e D. António. Mais tarde, foi oferecida à escritora D. Maria Amália Vaz de Carvalho e, ao longo dos anos, tem passado por diferentes administrações e transformações. Foi Villa D. Pedro, antes de ser adquirido pelo Grupo Albatroz. É, atualmente, o charmoso boutique hotel Villa Cascais.

Desde logo, Miguel Garcia idealizou trazer Itália para Cascais, não só através dos pratos mas também do ambiente. Amarelo, o verde marinho e terracota são as cores que pintam os diferentes espaços, das salas interiores ao terraço, e que transportam os clientes para destinos mediterrânicos, tal como o limoeiro que perfuma o ar ou os vasos Testa di Moro pintados à mão, vindos diretamente do atelier de um artesão em Sicília.

O cenário compõe a viagem, que ganha sentido nos sabores servidos, desde as entradas, aos pratos e às sobremesas. Para chegar ao menu final, o Corleone contou com a experiência do chef italiano Rodolfo de Santis. Nascido em Puglia, vive há 12 anos no Brasil, sendo um dos chefs italianos mais reconhecidos do país. Em dezembro do ano passado, decidiu aceitar o convite de Miguel Garcia para assinar a carta como chef consultor do Corleone, onde se propôs “a criar uma cozinha de produto, que valoriza a qualidade e a técnica, respeitando a tradição”.

Para isso, trouxe consigo o chef Victor Vieira que está a comandar a cozinha neste arranque. A aposta passa por um menu composto por clássicos da cozinha italiana, “trabalhados com mão de chef”, segundo contam, e pratos simples que permitam que os ingredientes brilhem aos olhos (e ao gosto) dos clientes. A carta é, assim, “uma verdadeira tour pelas várias regiões de Itália”. 

As delícias italianas

Não vá ao Corleone à espera de encontrar um rodízio de pizzas. Na verdade, este é um prato que não foi incluído no menu. A inspiração do sul de Itália passa por oferecer opções mais sofisticadas, onde não faltam as pastas, mas também pratos de peixe e carne. Aliás, os fãs de carne vão ficar com o apetite aguçado com as sugestões do menu. 

Começamos pelo início, com algumas opções de antipasti. Poderá provar o famoso vitello Tonnato (16€) que consiste em lâminas de vitela, molho de atum e salada frisé; o crudo de Spigola (17€), lâminas de robalo marinado, limão, mozzarella e manjericão; ou o arancini (12€), bolinhas crocantes de risotto de tomate, manjericão e mozzarella. Destacamos ainda aquela que foi a nossa entrada favorita, se quiser provar apenas uma: o crudo di Tonno (17€), feito com crudo de atum, mascarpone, gema de ovo e alcachofra. 

Seguem-se os primeiros pratos, com diferentes opções de pastas, entre a carbonara tradicional (22€), o linguine al pesto (22€), o Cacio e Pepe (20€) com opção de trufa negra ralada ou o spaguetti all’Aragosta (35€) com bisque de crustáceos, tomate fresco, rúcula e cauda de lagosta grelhada.

Entre as propostas, há quatro feitas com pasta fresca, confecionada de raiz, diariamente: o cavatelliall’arrabiata (26€) com ragu de polvo e tutano, levemente picante, servido com miolo de pão italiano; o gnocchi (20€) com molho rosé de tomate San Marzano e queijo Fontina; o tortellini (22€) recheado com vitela, manteiga e sálvia e servido com ragu de de cogumelos Porcini; e o taglioni que acompanha o polpettone (27€), rolo de carne clássico com molho rosé, nos segundos pratos. 

Passando, então, para as sugestões de peixe e mariscos, pode lançar-se a um camarão grelhado sobre risotto de limão (28€), a um polvo grelhado com beringela assada (28€) ou a um lombo de robalo grelhado com curgete no forno e molho marinada. Já nas carnes, o ossobuco di vitelo (28€) tem sido um dos pratos com mais saída, assim como a milanese (28€), uma costeleta de vitela crocante com rúcula, tomate fresco e mozzarella. 

Para terminar a refeição, peça um clássico tiramisù (12€), uns profiteroles (12€) ou uma meringata (13€), que consiste num merengue italiano com mousse de chocolate branco, frutos vermelhos e coulis de morango. Para acompanhar há diversos cocktails de autor (incluindo opções sem álcool) e bebidas tradicionais como Limoncello ou Campari, vinhos italianos (de norte a sul do país) e portugueses, cerveja e bebidas espirituosas. 

O Corleone é a mais recente aposta do Grupo São Bento, responsável pelo icónico Café de São Bento, fundado em 1982, em Lisboa, e adquirido por Miguel Garcia há dois anos. Desde então, o Grupo tem apostado na expansão do conceito, com a abertura de uma segunda localização no Time Out Market. A marca emblemática promete chegar a Cascais, com duas novas aberturas previstas até 2026. 

Carregue na galeria para ver imagens do espaço e de alguns pratos do Corleone. 

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FICHA TÉCNICA

  • MORADA
    R. Fernandes Thomás 1
    2750-474 Cascais
  • HORÁRIO
  • Todos os dias das 12h às 15h e das 19h às 0h
PREÇO MÉDIO
Entre 30€ e 50€
TIPO DE COMIDA
Italiana

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