A música sempre fez parte da vida de Rodrigo Balona, que trabalha há mais de 10 anos na área do entretenimento, organiza eventos, acompanha artistas e vive rodeado de concertos. Quando encontrou um antigo bar na Parede criado por músicos, percebeu rapidamente que podia transformá-lo em algo maior: um restaurante onde a comida portuguesa e a música ao vivo dividem o protagonismo. O LaMusik reabriu a 22 de abril com um novo conceito e uma agenda já cheia de atuações.
O mundo do entretenimento sempre foi a sua paixão. Ainda é. Atualmente acompanha nomes como Mike Miles, Vespa Asiática e 9 Miller, e apesar de nunca ter pensado na restauração, há alguns anos começou a ganhar forma a ideia de abrir um espaço próprio. “Tenho por hábito procurar espaços na internet, só para sonhar um pouco, e encontrei este. Quando o vim ver não estava à espera de o encontrar tão bem conservado. Os donos falaram-me de todo o conceito e apaixonei-me pelo espaço”, conta o responsável de 33 anos.
O LaMusik nasceu em 2025 pelas mãos de dois músicos da Parede que tinham o sonho de abrir uma sala de espetáculos. “Também venho da música e por isso achei que fazia todo o sentido”, explica.
Na altura, o espaço esteve aberto apenas dois meses como bar e club, mas acabou por fechar em setembro desse mesmo ano. Agora, o LaMusik regressa à Parede com uma nova energia: “As renovações demoraram apenas dois meses para transformar o bar num restaurante. O resto foi mantido porque estava perfeito.”.
Nem tudo ficou igual. O LaMusik é agora também um restaurante e aposta num conceito descontraído, onde é possível jantar ou beber um copo sempre acompanhado por música. Para reforçar a vertente gastronómica, Rodrigo juntou-se ao chef David da Conceição.
“Caiu-me do céu. Estava com um amigo que tem experiência em restauração e coloquei um story à procura de um cozinheiro. Uma amiga acabou por partilhar e, através dessas partilhas, chegou até ele. Posso dizer que foi a única entrevista que fiz e ficou.”
O chef gostava de comida portuguesa e isso colocou-o em sintonia com Rodrigo. Juntos, decidiram que levariam os sabores de sempre a um estilo mais cuidado, mais próximo do fine dining. O menu acaba também por refletir as raízes de David, que promete dar palco não só à música, mas também à cozinha nacional.
“É uma experiência sentimental para mim, porque muitos dos pratos trazem ensinamentos da minha bisavó. Foi ela quem me levou para o mundo da cozinha. Temos muitas influências alentejanas, desde o alecrim ao queijo de cabra.”
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Para começar, há carpaccio de presunto com tomate cherry, rúcula, nozes e balsâmico (10€), tábua de queijos alentejanos com figos desidratados, uvas, nozes e fusão de mel (12€) ou queijo de cabra (5€). Nas entradas encontram-se croquetes de alheira com maionese de endro (6€), camarão à Conceição com molho de alho e malagueta (16€) e cogumelos pleurotus e shimeji à Bulhão Pato.
Já nos pratos principais há prego desmontado do lombo com manteiga de alho e pickles caseiros (16€), entrecôte com alecrim em chama e manteiga da casa (20€), bacalhau à Brás (16€) e ovos rotos simples ou com presunto (7€/10€).
Para terminar, pode pedir brownie de chocolate (7€), cheesecake de citrinos e gengibre (8€), tarte de framboesa (9€), gelado de alecrim (2,5€) ou de hibisco (2,5€).
Tudo isto acontece sempre ao som de música. Às quartas-feiras há instrumentistas a partir das 20h30. As quintas-feiras são dedicadas às noites de tributo. “Dedicamos cada noite a um artista em particular. Já fizemos uma dedicada à Amy Winehouse.”
Nesses dias, só passam músicas do artista escolhido. Às sextas-feiras e sábados é a vez dos duos e trios de bossa nova, soul, blues e R&B, com atuações às 21h30 e 22h30.
Carregue na galeria para conhecer o novo restaurante e bar em Parede.







