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Lumière: o restaurante de Cascais onde os pratos parecem estrelas de Hollywood

No espaço aberto há um ano há empratamentos cuidados e sabores portugueses com um toque asiático, numa carta assinada pelo chef Bruno Kaizen.

Diz-se que a vida em Hollywood, pelo menos no papel, é glamorosa: charme e luxo sob a luz dos holofotes. Seja ou não verdade, o que é certo é que é esse imaginário que está no coração da decoração do Lumière, o restaurante de Cascais que resgatou o nome dos irmãos que foram pioneiros na arte do cinema.

A funcionar desde 2024, tem à frente do conceito e da cozinha Bruno Kaizen, chef brasileiro de 33 anos que foi convidado a criar este espaço em Cascais. “Abordaram-me com um projeto interessante, apesar de inicialmente não estar interessado, porque todo o meu tempo está aplicado no negócio de private chef, mas percebi que poderia criar ali um espaço mais exclusivo”, explica.

Começou a cozinhar ao lado da mãe, no Rio de Janeiro, num restaurante improvisado na garagem. Formou-se, apaixonou-se pela cozinha japonesa e vegana e numa viagem pela Europa, acabou por decidir estabelecer-se em Portugal, onde há sete anos cozinha para políticos e figuras públicas, num eixo que une Cascais à Comporta.

A exceção a este trabalho de chef mais personalizado é precisamente o Lumière, pensado para adotar a estética cinematográfica, não só na decoração, que vive da meia-luz, dos detalhes de luxo, as paredes em tijolo e os holofotes brilhantes, mas também da apresentação cuidada de cada um dos pratos servidos a não mais do que 30 clientes, capacidade máxima da sala.

“É uma cozinha que une a gastronomia portuguesa a um elemento japonês e francês. Elegante mas com muito amor, sofisticação com um toque caseiro, inspirado na minha mãe”, resume o chef sobre a carta que criou para o espaço e que vai sendo mudada sazonalmente.

Um dos pratos que destaca é a bochecha de porco preto estufada com puré de trufa negra (32€), inspirada numa viagem que fez ao Alentejo. Há ainda camarão tigre com molho holandês, caviar e mil folhas de batata (42€), lombo de novilho com puré de batata doce, molho de vinho do Porto e espargos (36€) ou um risotto de beterraba com cogumelos e alho francês (24€). Antes, para arrancar a refeição, há opções mais leves com um crunch asiático (12€), isto é, cogumelos enoki fritos em tempura e servidos com maionese de Sriracha; croquetes de magret de pato (21€), tártaro de novilho (24€) e ceviche de salmão (22€).

“Depois há pratos que, apesar da sazonalidade, não temos como retirar da carta”, nota, antes de apontar para o lombo de bacalhau (29€) com estufado de grão de bico e bacon ou o pato citrus (28€), perna de pato confitada com risotto cremoso de limão e redução de laranja.

A estética dos pratos é também um dos pontos de honra do chef. “Queríamos trazer essa elegância ao empratamento, para criar uma experiência total”, nota. Um cuidado bem visível nas sobremesas, que incluem opções como um bolo de mousse de chocolate em duas texturas (9,9€) ou um invulgar tiramisù de ginja (9,9€).

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