Tudo começou quando Nichita Zelenscicov e Filipa Cabruja, 24 anos, começaram a trabalhar juntos num restaurante no Chiado, em Lisboa. Nessa altura, Nichita era chef enquanto Filipa estava responsável pela pastelaria. “Sempre tivemos uma ótima relação de trabalho e as nossas ideias acabavam por se complementar bastante. Foi um clique imediato, que não era verbalizado, mas ambos compreendíamos as nossas ideias”, começa por contar o chef de 32 anos.
No meio das picardias habituais entre colegas de trabalho, havia sempre uma ideia que ficava no ar: abrirem o próprio restaurante. Há cerca de oito meses tiveram uma conversa séria e iniciaram o processo de pesquisa de mercado. “No fundo, tínhamos imensas ideias diferentes que queríamos aplicar num conceito só nosso e onde não estivéssemos condicionados por outras pessoas.
Na verdade, abrir o próprio restaurante sempre foi um sonho comum e o objetivo era representar a sua visão através de pratos diferentes. Por outro lado, Nichita trabalha há mais de dez anos na área e viu vários amigos a fazer o mesmo. “Foi fundamental ver pessoas a concretizar os seus sonhos, além de termos alguém que nos ajude neste processo”.
O primeiro nome e conceito para o restaurante iria funcionar como uma homenagem. “Queríamos homenagear os meus avós que morreram no ano passado. Trouxemos um móvel antigo e é uma das nossas peças de decoração. Além disso, também seria uma homenagem à cultura portuguesa”, explica Filipa.
Apesar de toda a incerteza, ambos decidiram arriscar. Assim nasceu o Restaurante Peculiar, em Carcavelos, aberto desde o dia 5 de abril. Toda a remodelação foi realizada pelos responsáveis, que contaram com ajuda da família. O processo demorou cerca de cinco meses e o espaço é composto por 56 metros quadrados e 24 lugares.
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A localização também foi uma decisão fácil. Nichita sempre viveu entre Oeiras e Carcavelos. Por isso mesmo, sempre sentiu que havia uma lacuna entre Cascais e Lisboa que não estava preenchida.
“Na nossa ótima, não existia nada com o perfil que queríamos trazer”, isto é, um serviço menos impessoal e direto com os clientes, onde os pratos são explicados pelos chefs, dando um toque peculiar a Carcavelos, de uma forma descomplicada.
Apesar de terem mudado o nome, a homenagem às suas raízes continua presente através dos pratos. Uma das sobremesas chama-se bolo de bolacha da avó Lili e a receita original é da família de Filipa.
“O menu foi um dos primeiros elementos que fizemos. O nosso conceito é focado em trazer algo diferente, mas não bizarro”, explicam. Ou seja, o objetivo é trazer um menu simples com uma nova interpretação de algumas receitas que deve conhecer, bem como alguns clássicos da gastronomia.
A carta é composta por vários momentos, desde o petiscar, reconfortar e adoçar. Caso prefira petiscar, pode escolher entre focaccia (3€), queijo e enchidos (14€), croquetes de rabo de boi etutano com maionese (7,5€), tempura mista com crocante de ramen (8€), crocante de tofu com nozes e tomilho (7€) ou ainda pipocas com queijo da ilha (4€).
Nos pratos principais há medalhões de vaca com camarão (18€), bife à marrare (16€), ritual de secretos (17€), bacalhau a baixa temperatura (18€) ou ainda arroz de bivalves com coentros e limão (16€). Aqui pode acompanhar com arroz agulha (3€), batata frita (3,5€) ou legumes salteados (4€).
Pode terminar a refeição, há quatro opções: bolo de bolacha da avó Lili com halva (5€), brownie com gelado de açafrão e pistácio (6,5€), gelado de pastel de nata com cookie dough (4,5€) ou gelado simples (3,5€).
Carregue na galeria para conhecer o novo restaurante em Carcavelos.








