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No novo Aaron Sushi de Carcavelos pode pedir combinados de sashimi em salas privadas

O chef brasileiro Aaron Vargas de Almeida trouxe o conceito dos seus outros três espaços, em Lisboa, para a linha de Cascais.
Os pratos são bastante coloridos.

“A vida tem muitas reviravoltas.” Este foi o sentimento com que Aaron Vargas de Almeida ficou assim que entrou novamente no espaço onde tinha trabalhado há mais de uma década. Sem meias-medidas, e à procura de um local para um novo restaurante, fez uma proposta para abrir mais um Aron Sushi, desta vez em Carcavelos.

O restaurante ocupa o antigo Sushi Fest e foi pensado para aumentar o raio de atuação “Tinha muitos clientes desta zona que tinham de deslocar-se a Lisboa quando queriam provar os nossos pratos. Assim que tive oportunidade vim para mais perto deles”, conta o sushiman, de 45 anos.

O restaurante abriu no final de março, mas manteve-se em soft opening até 18 de junho. “Os primeiros meses são de teste, para garantir que está tudo a funcionar”, justifica Aron Almeida. Quem já é cliente dos outros espaços do cozinheiro vai reconhecer vários detalhes.

A decoração é idêntica a dois outros restaurantes do projeto — com os apontamentos em madeira, os tecidos típicos e a abundância dos tons preto, vermelho e amarelo. Porém, por aqui, poderá reservar uma das três salas privadas desenhadas para o espaço.

“A restauração está a mudar. Há cada vez mais clientes à procura de jantares mais recatados, ou reuniões durante o almoço, ou jantar, em locais mais calmos. Estas salas são pensadas para proporcionar esa experiência”, refere. 

Os pratos também são os mesmos que serve nos restaurantes da Estefânia, Saldanha e São Sebastião. A carta é exclusiva responsabilidade do chef, e não só quando se trata de peixe. Aqui também vai poder experimentar especialidades de porco preto ou carne de vaca, pensados com base na formação de vários anos do profissional na cozinha japonesa.

Porém, embora a novidade ainda deixe muitos curiosos, o sushi e o sashimi (18,50€) continua a ser o bestseller. “Trabalhamos cerca de 10 a 12 peixes diferentes por dia, sempre frescos. As sugestões do chef variam consoante o que há disponível”, diz. Para quem gosta de provar outros sabores o torikatzu de frango panado (14€), o yakisoba de frango (14€) ou tori-teriyaki de frango (15€).

A lista de propostas também inclui peças especiais como as usuzukuri (11,90€), com fatias finas de salmão com molho do chef, cebolinho e ovas masago e tatakis de salmão (10,90€) e de atum (11,90€). Há também espaço para os clássicos hosomakis, temakis e nigiris com preços a começarem nos 7€.

Conte também com criações como o gunkan do chefe (12€), ou o UNI (12€) com ovas de ouriço-do-mar, quando a época o permite. Se preferir, pode optar pelos combinados que começam nos 28€ e podem chegar aos 46€ para um set com 30 peças de sushi e sashimi.

Aaron Vargas de Almeida nasceu em São Paulo, no Brasil. Começou a sua trajetória na área da restauração em meados dos anos 90 quando, com apenas dez anos, teve a primeira experiência com a cultura japonesa: aos fins de semana ajudava a sua mãe na copa de um restaurante tradicional da cozinha desse país. Estava diariamente em contacto com cozinheiros e sushimans e “tinha imensa curiosidade em aprender a culinária japonesa”, mas nunca o deixaram “por não ser japonês”.

O impedimento só fez, porém, com que ficasse ainda mais interessado. Aos 19 anos teve a oportunidade de ser ajudante de sushi num fast food. Não satisfeito com a limitação e “com muita vontade de aprender mais”, em 2001 decidiu rumar a Portugal para trabalhar num espaço em Cascais.

Em 2002, “cada vez mais apaixonado pela culinária japonesa e sempre com vontade de aprender mais”, foi trabalhar num restaurante tipicamente japonês, o AYA. Ali permaneceu durante dez anos, “em colaboração com um grande mestre”. Foi aperfeiçoando a sua técnica com formações e viagens ao Japão e, só após o falecimento do mentor, “seguiu o seu caminho”.

No início de 2013 decidiu abrir o seu primeiro espaço, em São Sebastião da Pedreira. Impressionado com a recepção muito positiva, inaugurou, dois anos depois, o seu segundo restaurante japonês em Lisboa, no Mercado 31 de Janeiro, no Saldanha. Não ficou por aqui e, agora, em 2024, ficou com o espaço em Carcavelos onde já tinha trabalhado, o Sushi Fest e transformou-o num Aaron Sushi.

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