Quem passa pelos corredores do Legacy Hotel Cascais e espreita o restaurante que ali se esconde dificilmente dá conta de que algo mudou. A decoração mantém-se excêntrica, carregada de padrões do chão ao teto. A surpresa chega apenas quando se abre o menu. Sem grandes anúncios ou sinais evidentes, desde janeiro que há um novo conceito a ocupar o espaço, o Ardea.
O Legacy Hotel Cascais chegou à vila em abril de 2024 e, com ele, vieram os quartos luxuosos de quatro estrelas e um restaurante novo, o Don Alfonso 1890. A proposta inicial assumidamente italiana, com uma carta centrada em clássicos como pizzas e massas. Com o passar do tempo, porém, tornou-se evidente a vontade de mudar o rumo e de trazer para o restaurante uma ligação mais próxima à cultura portuguesa.
Foi desse processo de reflexão que nasceu o Ardea. A estreia aconteceu a 2 de janeiro e, apesar de ocupar o mesmo espaço e manter a mesma decoração, o conceito é outro. “Nasceu do desejo de encontrar no hotel um conceito mais português, capaz de interpretar a riqueza mediterrânica do país com sofisticação e autenticidade”, explica Tiago Adriano, diretor de marketing do hotel.
A sala divide-se agora em dois ambientes distintos: um mais contido, outro mais vibrante. A comida é o principal motivo que leva os clientes até ali, mas é a decoração que acaba por despertar a curiosidade. A carpete padronizada cobre tanto o chão como o teto, as paredes estão revestidas de papel de parede vermelho e há candeeiros de grandes dimensões suspensos sobre as mesas. O conjunto remete para um cenário inspirado nos anos 70.
“Mais que que uma mudança de nome, esta novidade traduz uma escuta ativa e consciente dos clientes e hóspedes”, acrescenta Tiago Adriano. A ideia passa por criar uma proposta que reconhece o lugar onde está, sem “sem perder a dimensão cosmopolita”, apoiada num serviço já familiar para quem conhece o hotel.
O nome Ardea não foi escolhido ao acaso. A inspiração vem da garça, um animal associado à elegância e à precisão. “A garça é elegância serena, precisa e é exatamente essa energia que pretendemos trazer”. A presença da ave já existia na decoração do restaurante e mantém-se agora como símbolo do novo conceito, num ambiente que se quer familiar, com referências às paisagens mediterrânicas.

É na carta que as diferenças se tornam mais evidentes. Os pratos passam agora a ser idealizados e assinados pelo chef José Luiz Diniz, que assume o lugar do antigo chef executivo Nicola Restaino. As propostas partem das suas origens e dos sabores da infância, reinterpretados através de “uma leitura contemporânea desta tradição”. A carta reflete esse compromisso com a cultura portuguesa, com o produto como base e o conforto como fio condutor.
O menu abre com duas sopas: peixe à Cascais (9€) e creme de legumes (8€). Para quem prefere opções mais leves, há várias saladas, como a grega (12€), com queijo feta, limão, pimentão verde e cebola roxa, ou a coleslaw com quinoa (12€), feita com couve branca, maçã e molho de iogurte. Entre as propostas frescas surge também o tártato de beterraba (14€).
Nas massas, algumas referências mantêm-se, como o spaghetti Don Alfonso (20€) e a lasanha bolonhesa (20€). O lado mediterrânico revela-se na açorda de camarão tradicional (26€). Já nos pratos de peixe, há robalo no sauté (22€), bacalhau confitado (24€) e polvo à moda de Cascais (26€). As opções de carne incluem plumas de porco preto (22€), ossobuco com risotto de açafrão (23€) e lombo de novilho (30€).
Nas sobremesas, o tiramisú (10€) permanece na carta, acompanhado agora pelo creme catalana (9€), o mini pão de ló com uma bola de gelado (10€) e o fondant de chocolate (12€).
Carregue na galeria para conhecer os novos pratos do Ardea.

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