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Vinho francês dos anos 40 bate recorde: foi vendido por mais de 700 mil euros

A garrafa foi leiloada em Nova Iorque, por um valor superior a muitas casas. "Muitos apreciadores acreditam que as vinhas pré-filoxera lhe conferem uma profundidade inigualável".

Decore o nome: Domaine de la Romanée-Conti. O vinho francês de 1945, que foi leiloado em Nova Iorque, EUA, a 29 de março, bateu um novo recorde após a garrafa ter sido vendido por mais de 812 mil dólares (cerca de 705 mil euros), segundo o jornal “Le Figaro”. 

Com esta venda, a referência superou o máximo mundial de 558 mil dólares (cerca de 484 mil euros), que foi estabelecido em 2018. Afinal, este vinho já tinha vindo a alcançar, de forma consistente, preços recorde em inúmeros leilões. Porém, nunca chegou a um valor tão elevado.

Esta licitação foi organizada pela Acker, a maior leiloeira de vinhos finos do mundo e também a mais antiga comerciante de vinhos dos Estados Unidos. A iniciativa decorreu durante a La Paulée, uma celebração dos vinhos da Borgonha, que atrai produtores e colecionadores de todo o mundo.

“O Romanée-Conti de 1945 representa a última colheita produzida antes do Domaine de la Romanée-Conti replantar as suas vinhas mais antigas”, afirma a casa, que destaca as uvas que sobreviveram à filoxera, a duas Guerras Mundiais e a quase um século de história da Borgonha.

Após esta colheita, as vinhas foram destruídas e, ainda que tenham sido plantadas em 1947, não houve vinho até cinco anos depois, em 1952. Ou seja, tratou-se do fim de uma era irrepetível. Na altura, apenas foram produzidas 600 garrafas e, embora existam muitas falsificações no mercado, restam poucas.

Dificilmente vai encontrar à venda.

Por se tratar de uma “produção extremamente limitada”, as poucas garrafas que ainda existem são consideradas “o culminar do colecionismo de vinhos, com muitos apreciadores a acreditarem que as vinhas pré-filoxera conferem ao vinho uma profundidade e complexidade inigualáveis”, acrescenta.

Esta garrafa, em específico, fazia parte da garrafeira de “um dos nomes mais venerados da Borgonha”, Robert Drouhin.

“Tive o privilégio de provar o Romanée-Conti de 1945 apenas três vezes na minha vida, e é o melhor vinho que já bebi. Esta venda notável foi apenas uma das centenas de conquistas recorde num leilão que destacou a crescente procura de vinhos de prestígio no segmento mais alto do mercado de vinhos finos”, afirmou, por sua vez, o presidente da Acker, John Kapon.

O produtor desta referência, com vinhas na aldeia de Vosne-Romanée, produz apenas vinhos Grand Cru (o nível mais alto em França) numa área minúscula com cerca de 28 hectares. Entre as uvas principais das suas produções, estão Pinot Noir e um pouco de Chardonnay.

Carregue na galeria para ver mais imagens do Gordon’s Wine Bar, o “segredo mais mal guardado” de Londres com mais de 130 anos.

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