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“A Criada”. Um dos thrillers mais aguardados do ano já chegou e está a dividir opiniões

O filme com Amanda Seyfried e Sydney Sweeney é baseado no livro de Freida McFadden que vendeu mais de três milhões de cópias.

Parece que as opiniões divididas do público já fazem parte da vida de Sydney Sweeney, tanto a nível pessoal como profissional. É uma das atrizes mais populares da atualidade e aparece em produções cada vez maiores. Agora, é a estrela da aguardada adaptação ao cinema do livro “A Criada” — escrito por Freida McFadden, que apresentou a autora aos leitores portugueses e se tornou num verdadeiro fenómeno — e, mais uma vez, não há um consenso entre os críticos.

Enquanto a revista “Empire” afirma que “não é nada mais do que aqueles filmes que vemos num domingo preguiçoso”, o “The New York Times” descreve-o como “satisfatório e divertido, apesar do ponto de partida extremamente sério da premissa”.

A história já é conhecida por milhões de pessoas, visto que é baseada no bestseller de 2022. Sydney Sweeney foi a escolhida para interpretar Millie, uma mulher que ultrapassou grandes desafios, e começa uma nova fase quando lhe é dada a oportunidade de ser empregada doméstica do casal Andrew e Nina. Esta última é interpretada por Amanda Seyfried.

“O filme capta tudo o que os fãs adoraram no livro — os segredos, a tensão e as reviravoltas”, disse Amanda à revista “People”. Já Sweeney assume que Millie é exatamente o tipo de personagem que adora interpretar: “complexa, forte e com um quê de especial”. E acrescenta: “Mal posso esperar para que os fãs vejam o quanto nos esforçamos para dar vida a ‘A Criada’”.

No ecrã, as interações entre ambas são marcadas pelos diálogos tensos. Nos bastidores, a realidade não podia ser mais diferente. Quando se conheceram pela primeira vez, quase que pareciam melhores amigas. “Estávamos sempre em sintonia. Sentíamos a necessidade de tornar esta experiência o mais divertida possível”, disse Seyfried à revista “Good Housekeeping”.

Este sentimento chegou até ao próprio realizador, Paul Feig. Durante as gravações, dava liberdade criativa às atrizes para improvisarem quando quisessem, o que resultou em cenas que, por vezes, são completamente diferentes do que acontece no livro que já vendeu mais de três milhões de cópias. “Havia tanto material que nem aparece porque fizemos muitos takes diferentes. Apenas jogávamos com as cenas e cada uma era diferente”, contou Sweeney ao mesmo meio.

Esta confiança entre ambas foi apontada por Seyfried como um elemento crucial para que as tensões dramáticas do filme funcionassem. Afinal, “se não confias nos teus parceiros ou não te sentes seguro à volta deles, ficas limitado”. “Aqui senti que podia fazer tudo. É por isso que a tensão no filme é tão elétrica”, destaca.

Nos bastidores, esta ligação manifestou-se de formas bastante pessoais. Sydney tem até hoje uma Polaroid de ambas guardada na capa do telemóvel. Amanda Seyfried, por sua vez, revelou à revista “People” que não pararam de mandar mensagens uma à outra desde que as gravações de “A Criada” chegaram ao fim. “Ela é linda e divertida e nós amamos o que fazemos. Amamos este filme e isso é contagiante”, contou aos jornalistas no SCAD Savannah Film Festival.

As atrizes foram escolhidas a dedo por Paul Feig por uma única razão: eram fisicamente semelhantes. Ao longo dos meses, foram descobrindo que eram iguais em muitos outros aspetos. “Pensamos da mesma forma sobre a vida e o trabalho”, contaram à BBC.

E embora ambas garantam que este foi um dos filmes que mais gostaram de fazer — e no qual têm mais orgulho —, a verdade é que as opiniões entre os críticos ficaram divididas. Mesmo assim, tem uma nota de 74 por cento por parte dos críticos e 92 por cento por parte do público no agregador Rotten Tomatoes.

“Apesar do empenho genuíno de Amanda Seyfried, o filme fica preso num limbo entre o sensacionalista e o excessivamente sério e acaba por ser apenas lixo puro, tratando de forma leviana o destino horrível que se desencadeia para outra pessoa como se fosse um plano bom e sensato”, disse o podcast “Movie Madness”.

O “The Wall Street Journal”, contudo, tem uma opinião completamente diferente. Numa publicação, descreveu o filme como “diabolicamente divertido”, acrescentando que “é um delicioso jogo de espelhos, no qual a realidade se revela infinitamente maleável”.

Naturalmente, a produção já é um sucesso comercial, apesar de ter estreado recentemente em muitos mercados. O orçamento foi de 29 milhões de euros e, até agora, já arrecadou 53 milhões globalmente.

Aproveite e carregue na galeria para conhecer os melhores filmes que vimos em 2025.

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