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Com temas a solo e êxitos dos Talking Heads, David Byrne deu um concerto memorável no CoolJazz

O espetáculo no Hipódromo Manuel Possolo, em Cascais, começou e terminou com um tema da banda norte-americana. Veja as imagens.

Uma celebração coletiva de David Byrne e, claro, dos Talking Heads. Foi assim o concerto que encheu a plateia do CoolJazz nesta terça-feira, 14 de julho. A passagem pelo Hipódromo Manuel Possolo, em Cascais, não foi a primeira: o artista já tinha atuado no festival, em 2018. Voltou, oito anos depois, para provar que se continua a reinventar criativamente e a atrair um público que lhe é fiel desde os anos 70. 

David Byrne tem sabido manter-se relevante na área da música. E provou-o em palco na noite passada, onde deu aos espectadores exatamente aquilo que esperavam. A atuação, ao lado de 13 músicos, arrancou com “Heaven”, do mítico grupo de rock norte-americano, formado em 1975.

De seguida, o artista percorreu algumas canções do mais recente álbum “Who Is the Sky?”, lançado em setembro de 2025, como “Everybody Laughs” e “What Is the Reason for It?”.

Pelo meio, houve espaço para outros temas da carreira a solo, como “Strange Overtones”, criada em colaboração com Brian Eno, “Like Humans Do”, “When We Are Singing”, “Air” e “Everybody’s Coming to My House”

O alinhamento incluiu ainda “And She Was”, “(Nothing but) Flowers”, “This Must Be the Place (Naive Melody)”, “Slippery People”, “Psycho Killer”, “Life During Wartime” e “Once in a Lifetime”. Terminou com “Burning Down the House”, um dos maiores êxitos dos Talking Heads.

O encerramento não poderia ter sido melhor. Afinal, a carreira de Byrne, com 74 anos, está inevitavelmente ligada aos Talking Heads, banda formada em Nova Iorque na década de 70, ao lado de Tina Weymouth, Chris Frantz e Jerry Harrison. 

O grupo tornou-se um dos nomes mais influentes da new wave e do pós-punk, distinguindo-se pela fusão de rock, funk, música africana e eletrónica, bem como pela abordagem artística dos concertos. Ao longo de pouco mais de uma década editaram álbuns como “Remain in Light”, “Speaking in Tongues” e “Little Creatures”. Apesar da separação em 1991, o impacto da banda continua a ser reconhecido, tendo sido incluída no Rock and Roll Hall of Fame em 2002.

Depois do fim dos Talking Heads, Byrne construiu uma carreira a solo marcada pela constante experimentação. Além da música, dedicou-se ao cinema, ao teatro, à fotografia, à escrita e às artes visuais, colaborando com artistas como Brian Eno, St. Vincent e Fatboy Slim. Em 2018 editou “American Utopia”, projeto que deu origem a uma digressão mundial e, mais tarde, ao espetáculo filmado por Spike Lee para a HBO, considerado um dos concertos mais aclamados da última década.

A passagem pelo Ageas CoolJazz integrou a atual digressão internacional de David Byrne, que tem servido para apresentar o mais recente trabalho de estúdio sem deixar de lado o vasto repertório que construiu ao longo de cinco décadas. O concerto em Cascais refletiu esse equilíbrio entre o presente e o legado de um dos músicos mais influentes da história da música contemporânea.

Carregue na galeria para ver algumas imagens do espetáculo.

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