O Centro Cultural de Cascais prepara-se para receber uma nova exposição. Chama-se “Manifesto” e é da autoria do artista João Bruno Videira. A inauguração está marcada para 6 de fevereiro e a mostra mantém-se em exibição até 19 de abril. Esta é mais uma iniciativa da Fundação D. Luís I no âmbito da programação do Bairro dos Museus.
Com curadoria de Filipa Belo, a exposição propõe uma reflexão sobre a “separação entre arte e artesanato no campo da produção artística”, revela a descrição oficial. Durante décadas, o trabalho manual foi visto como utilitário e raramente reconhecido pela sua “capacidade de gerar pensamento e linguagem”. A obra “Manifesto” parte precisamente dessa ideia.
Para João Bruno Videira, o trabalho manual não se limita à execução técnica, mas representa um processo de decisão. As peças utilizam a lã como matéria-prima essencial e resultam em esculturas têxteis que atravessam a fronteira entre “o objeto utilitário e a obra de arte”.
A exposição convida a um percurso de descoberta. O início acontece numa sala onde a lã surge em diferentes camadas e quadros. Segue-se um corredor com objetos que recusam cumprir o seu propósito funcional. “No fim, o público é convidado a interagir com a obra, acrescentando fios de lã e contribuindo para a forma final da peça.”
João Bruno Videira é autodidata desde 2006 e tem-se dedicado à reinvenção do uso da lã — material que o acompanha desde a infância, por influência da mãe, que fazia tapetes de Arraiolos. Licenciado em Ciências da Comunicação, passou pelo jornalismo televisivo antes de se dedicar à arte e ao design. Além de Portugal, o seu trabalho já foi apresentado em exposições e feiras internacionais em países como Inglaterra, Países Baixos, França, Espanha e Emirados Árabes Unidos.
As exposições podem ser visitadas de terça a domingo, entre as 10 e as 18 horas. O bilhete custa 5€ e pode ser comprado online, com acesso a todas as mostras em exibição no Centro Cultural de Cascais.

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