Uma senhora, de 90 anos, bateu um recorde do Guinness ao tornar-se a mulher mais velha a manter-se suspensa numa barra. Em março, Ann Crile Esselstyn, de Ohio, nos Estados Unidos da América, sustentou o seu próprio peso durante dois minutos e 52 segundos, superando a anterior detentora do título, Annie Judis, de 81 anos, da Califórnia, que tinha conseguido dois minutos e um segundo.
“Nunca, em 90 anos de vida, imaginei que teria a sorte de ter o foco, o apoio e a vontade para realmente conquistar um título do Guinness World Records, especialmente aos 90 anos”, contou Esselstyn ao livro de recordes.
“Foi algo novo para mim, tentar bater um recorde e ser celebrada desta forma, depois de ter passado a vida a apoiar e celebrar os meus quatro filhos e 10 netos nos mais diversos eventos e conquistas desportivas”, acrescenta.
Ao longo das nove décadas de vida, Ann dedicou grande parte do seu tempo ao exercício físico e já praticou 10 modalidades diferentes. Em 2025, começou uma nova rotina diária, que incluía cycling, ioga, corrida e levantamento pesos, antes sequer de tomar o pequeno-almoço.
Embora por vezes ficasse suspensa numa barra para trabalhar a postura, foi o seu filho Rip que lhe lançou este desafio e, posteriormente, a incentivou a quebrar o recorde mundial. “Estávamos numa videochamada e ele pediu-me para ir até à barra de elevações e ficar pendurada o máximo de tempo possível. Posicionei o telemóvel para ele poder ver e aguentei um minuto e 15 segundos. Ficou boquiaberto.”

No dia seguinte, o filho descobriu o recorde de Judis e ligou à mãe para a motivar a tentar destroná-la. “Como consegui ficar suspensa durante um minuto e 15 segundos sem grande treino, não me pareceu impossível”, recorda.
Com a ajuda de Rip, que se tornou o seu personal trainer virtual, a norte-americana começou a treinar para tentar bater o recorde, em fevereiro. “Acredite-se ou não, à medida que o mês avançava, comecei a sentir as minhas mãos a ficarem mais fortes. As bolhas que inicialmente doíam tanto, transformaram-se em calos e as minhas costas começaram a ficar um pouco melhor.”
A 6 de março, um grupo de cronometristas, fotógrafos, testemunhas, um advogado, um bombeiro, vizinhos, dois treinadores pessoais e os seus quatro filhos reuniram-se em sua casa para assistir à tentativa. Na primeira vez conseguiu dois minutos e 41 segundos, mas o grupo pediu-lhe que repetisse, uma vez que tinha mexido os pés e poderia ser desqualificada.
Após 30 minutos, voltou a tentar. “Todos ficaram em silêncio até aos dois minutos. Aos dois minutos e 30 segundos, a sala explodiu em aplausos. Depois ouvi dizer que tinha superado o tempo na primeira tentativa.”
Quando soube que tinha estado tão perto dos três minutos, ficou a pensar em bater o seu próprio recorde. “Fica para a próxima”, brincou.

LET'S ROCK







