Durante o inverno, não são um problema. No entanto, com a chegada dos dias mais quentes, começam a aparecer as temidas lagartas do pinheiro, em jardins e espaços verdes. Pequenas e aparentemente inofensivas, a verdade é que são um dos piores inimigos de pessoas com animais de estimação.
As lagartas do pinheiro são facilmente reconhecíveis pela forma como andam em fila, umas atrás das outras. Instalam-se nos pinheiros e cedros, provocando reações alérgicas a quem tiver contacto direto com elas.
Esta terça-feira, 24 de fevereiro, o Serviço Municipal de Proteção Civil de Lisboa alertou para os riscos associados ao contacto com este tipo de lagarta. Ocorre de forma indireta, através dos pelos microscópicos urticantes que estas libertam como mecanismo de defesa.
“Também conhecida como processionária, o seu nome deve-se ao facto de se deslocar em fila, formando longas ‘procissões’ quando desce das árvores para o solo, no final do inverno ou início da primavera, onde se enterra e inicia a fase de pupa. Entre janeiro e maio é possível observar longas filas de lagartas a deslocarem-se pelo solo”, refere a entidade.
Estes pelos podem ficar suspensos no ar, depositar-se no solo, na roupa, na pele ou em objetos, e manter o seu efeito tóxico durante longos períodos. A gravidade das reações, em animais e pessoas, vai depender da intensidade da exposição e da sensibilidade de cada um. Em pessoas, pode causar reações cutâneas, respiratórias e oculares, por exemplo.
Segundo a Proteção Civil, os sintomas mais comuns incluem comichão intensa, vermelhidão, erupções na pele e uma sensação de queimadura. Se os pelos entrarem em contacto com os olhos, podem provocar conjuntivite, dor, inflamação e, em casos raros, perda de visão.
Já a inalação pode causar irritação das vias respiratórias, tosse, dificuldade em respirar e, em pessoas mais sensíveis, crises asmáticas. Em situações excecionais podem ocorrer reações alérgicas mais graves que necessitam de hospitalização do paciente.
Estas lagartas encontram-se sobretudo em zonas com pinheiros, como florestas, parques, jardins, áreas rurais e até espaços urbanos arborizados. A maior parte dos incidentes com humanos ocorre, geralmente, entre fevereiro e maio, ou seja, os próximos meses serão de risco (é nesta altura que as lagartas abandonam os ninhos e deslocam-se pelo solo).
A prevenção é bastante simples. Tem de evitar o contacto com os ninhos e as próprias lagartas, além de redobrar cuidados nas zonas onde existam pinheiros.

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