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Coma alimentar: o verdadeiro culpado por adormecer no sofá pouco depois da Consoada

Como acontece com o álcool, quando nos excedemos o organismo sofre as consequências. A sonolência é uma delas.

Acabar a Consoada a dormir no sofá é quase tão certo como ver o “Sozinho em Casa” por esta altura. Há quem aponte o dedo ao vinho que bebeu ao jantar, enquanto outros preferem culpar o stress e o cansaço da preparação da festa. Porém, a verdadeira culpada pode ser a comida.

As quantidades astronómicas que acabamos por ingerir durante as festas conduzem a um estado de sonolência e indisposição, ou seja, um coma alimentar — sim, exatamente como acontece com o álcool. “Tal como o cansaço pós-prandial, que se caracteriza por uma diminuição dos níveis de glicose no sangue, até quatro horas após uma refeição, essa condição também resulta em indisposição, fadiga, sonolência”, explica Patrícia Cebola, especialista em medicina geral e familiar.

Os sintomas intensificam-se “quando há uma ingestão excessiva de alimentos ricos em gordura e hidratos de carbono”. Aliada à fadiga pode sentir também azia, dor de estômago e um aumento de refluxo. Os sintomas parecem surgir sempre na mesma altura da noite — e não é coincidência, há mesmo uma explicação científica para isso.

Depois do banquete de Consoada, chegam à mesa os doces e dos digestivos. Embora o açúcar, tecnicamente, pudesse ajudar a despertar, por ser estimulante, nestes casos parece ser a poção perfeita para adormecer antes de conseguir abrir os presentes.

“Isso acontece porque esse tipo de alimentos fazem subir a glicemia (quantidade de açúcar no sangue) de forma abrupta, que depois cai rapidamente, causando uma diminuição da energia. Comidas ricas em gordura e a ingestão de proteína em excesso também dificultam o processo, pois estes nutrientes têm digestão lenta”, explica a clínica.

O maior problema, além do desconforto, é que esta condição pode ter efeitos nefastos para a saúde a longo prazo, por isso, o melhor é mesmo começar a evitá-la.

“Aumentar o consumo de gordura pode acabar por fazer subir os níveis de colesterol, responsável por grande parte das doenças cardíacas”, sublinha a médica de saúde geral e familiar. No caso dos doces, o problema está na libertação de insulina. “Ao comer sobremesas ricas em açúcar com frequência vamos ter de gastar mais desta substância para as digerir e isso pode influenciar o nosso futuro. Se isto acontecer de forma regular, anos mais tarde podemos ter falta de insulina, o que acaba por potenciar o desenvolvimento de diabetes tipo 2”.

As boas notícias é que existem alguns hábitos que pode implementar para não acabar em coma alimentar. Tal como acontece quando falamos do álcool, o mais importante é reduzir as quantidades que ingerimos. No entanto, a velocidade com que o fazemos também é determinante.

“Devemos comer devagar e mastigar bem os alimentos porque o stress mandibular e a ingestão rápida podem causar azia”. Além disso, o nosso cérebro leva cerca de 20 minutos a receber o sinal de que estamos saciados e que podemos parar de comer.

Carregue na galeria para descobrir outros truques que o podem ajudar a evitar o coma alimentar e não adormecer antes da meia-noite no Natal.

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