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Dermatologistas confirmam: este é o pior tipo de protetor solar que pode usar

A NiT falou com uma especialista que também deu alguns truques para saber quando tem a quantidade suficiente de creme na pele.

Entre o creme, o stick e o spray, há um formato de protetor solar que pode deixar a pele mais desprotegida do que imagina. Não é por causa do fator de proteção indicado na embalagem, mas pela dificuldade em garantir que chega à pele a qualidade necessária.

“O spray é o mais difícil de aplicar na quantidade certa e aquilo em que nós menos vezes aplicamos na dose certa”, explica à NiT a dermatologista Marta Ribeiro Teixeira.

O SPF indicado numa embalagem é determinado através de testes que usam uma aplicação de dois miligramas de produto por centímetro quadrado de pele. Quando a quantidade aplicada diminui, também diminui a proteção obtida. Estudos mostram que a maioria das pessoas aplica menos protetor do que o necessário e que a quantidade utilizada tem uma relação direta com o nível de proteção.

É neste ponto que os formatos começam a distinguir-se. “Na prática nós vamos estar normalmente menos protegidos com o stick e menos protegidos ainda com o spray porque não aplicamos a quantidade certa.”

O creme ou a loção são os formatos em que é mais fácil perceber a quantidade que está a ser colocada na pele. O produto fica visível durante a aplicação e permite identificar as zonas que ainda não foram cobertas. Existem também referências para ajudar a calcular a quantidade necessária, como a regra dos dois dedos para a face e pescoço ou a quantidade equivalente a um copo de shot para o corpo de um adulto. 

“Nos cremes e loções, nós vemos que de facto a pele está a ficar ou não protegida e também há mais indicações”, explica a dermatologista. “Nós conseguimos ver que o produto está a ser espalhado e podemos espalhar de forma homogénea.”

Isso não significa que o creme esteja livre de problemas. Mesmo com este formato, é comum ficarem zonas do corpo sem proteção. Um estudo que analisou a aplicação habitual de protetor solar concluiu que, após uma aplicação, cerca de 11 por cento da superfície corporal ficava sem qualquer cobertura. As costas foram uma das zonas com maior percentagem de pele descoberta.

O stick apresenta outro obstáculo: a quantidade aplicada numa única passagem é insuficiente. A aparência do produto pode levar a pensar que a área está protegida quando, na verdade, a camada depositada na pele não chega para atingir a proteção correspondente ao SPF indicado na embalagem.

“A maior parte das pessoas comete o erro de aplicar uma passagem única do stick. Isso não é suficiente”, alerta Marta Ribeiro Teixeira. “São necessárias várias passagens.”

A recomendação da Academia Americana de Dermatologia é fazer quatro passagens para a frente e quatro para trás em cada zona da pele e, depois, espalhar o produto com os dedos para garantir uma cobertura uniforme.

“Normalmente as pessoas não têm conhecimento destas quatro passagens em ambos os sentidos. Portanto, mesmo ao aplicar uma ou duas vezes o stick, não está suficientemente protegida nessa mesma área”, diz a especialista.

Há ainda outro problema: a aplicação do stick é pouco prática quando é necessário cobrir áreas extensas do corpo. O formato pode ser mais difícil de controlar durante a reaplicação e obriga a repetir várias passagens em cada zona. Se esse passo não for cumprido, a quantidade depositada na pele pode ficar aquém do necessário.

Mas é o spray que apresenta o maior risco. A principal dificuldade está em perceber quanto produto chegou à pele. Ao contrário do creme, não existe uma camada evidente desde o primeiro momento e parte do produto pode ficar dispersa no ar.

Se está à procura de um truque para saber que está a aplicar o protetor de forma correta, a dermatologista considera que a própria aparência da pele pode servir como indicador. “A pele deve ficar muito brilhante e só assim é que teremos quantidade de produto suficiente”, afirma.

Depois da pulverização, é necessário espalhar o protetor para garantir que não ficam áreas sem cobertura.

Há uma forma de reduzir a quantidade de produto que se perde durante o uso. “Outra dica seria encostar o máximo possível à pele o aplicador para evitar vaporizar no ar e perder-se produto”, avança a especialista. Existe ainda a possibilidade é deixar de pulverizar diretamente sobre o corpo e colocar primeiro o produto nas mãos.

No fundo, quanto mais difícil for perceber onde está o protetor e quanto foi aplicado, maior é o risco de falhar na proteção. E é esse o principal problema do spray. “A facilidade de aplicação pode dar uma falsa sensação de segurança.”

Carregue na galeria para conhecer os protetores solares recomendados pela DECO Proteste.

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