Entrámos, oficialmente, na primavera, na passada sexta-feira, 20 de março, e o clima parece estar a acompanhar o calendário. As temperaturas estão mais amenas, a chuva parou e o sol está de volta. Está, portanto, na altura de voltarmos ao horário de verão.
É já este domingo, 29 de março, que a hora vai voltar a mudar. Para o arranque do horário de verão começa, em todo o País, incluindo as ilhas, os portugueses vão adiantar os relógios uma hora na madrugada de sábado para domingo: quando for uma hora, adiantará para as duas.
O horário estará em vigor até ao final de outubro. No entanto, chega com algumas polémicas. Tal como a NiT já lhe contou, a Comissão Europeia pretende apresentar um estudo este ano para acabar com este sistema.
Em setembro de 2018, já tinha proposto o fim desta alteração sazonal. No entanto, o processo está bloqueado desde então por falta de acordo entre os Estados-membros.
“Uma solução coordenada para a mudança da hora ainda é possível. Lançámos um estudo para apoiar este processo de decisão, que deverá estar concluído até ao final de 2026”, disse Anna-Kaisa Itkonnen, porta-voz da Comissão Europeia, à “Lusa”, aqui citada pelo “Expresso”.
A história da mudança da hora já tem mais de um século. Segundo um estudo da Assembleia da União Europeia de 2017, a ideia foi de William Willett, um construtor britânico que publicou o panfleto “O Desperdício da Luz do Dia” em 1907.
A Alemanha adotou a medida pela primeira vez em 1916. Outros países da Europa, assim como os Estados Unidos, seguiram o exemplo para poupar energia durante a Primeira Guerra Mundial.
Hoje, a União Europeia divide-se em três fusos horários: Hora da Europa Ocidental (Reino Unido, Portugal e Irlanda), Hora da Europa Central (Espanha, Alemanha, Itália) e Hora da Europa Oriental (Grécia, Finlândia, Roménia).

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