fora de casa

fora de casa

Cascais torna-se (novamente) num espetáculo de luz: conheça as novidades do Lumina

A NiC falou com Carole Purnelle, fundadora e CEO da Ocubo, que revelou todos os segredos sobre o festival. A entrada é gratuita.

A partir deste fim de semana, a vila de Cascais vai transformar-se num verdadeiro espetáculo de luzes. A 8.ª edição do Lumina Festival da Luz arranca já esta sexta-feira, 12 de setembro, e estende-se até domingo, 14 de setembro. 

Este é um espetáculo que une vários artistas e obras contemplativas, escultóricas, interativas, imersivas, vídeo mapping e live performances, que vão estar espalhados um pouco por toda a vila de Cascais, e que possibilitam ter várias experiências sensoriais e “únicas”.

Desde o início do evento, em 2012, que Cascais sempre foi a casa do Lumina e a razão não podia ser mais simples. “A Câmara de Cascais tem a visão e a vontade de receber um projeto deste tipo. Apesar de ser um evento caro, existe muito desejo de o fazer acontecer”, explicou à NiC Carole Purnelle, a fundadora e diretora da Ocubo, responsável pela organização do projeto. 

Além disso, a própria vila tem caraterísticas ideias para receber o Lumina. “Em Cascais temos um pouco de tudo, praia, arquitetura mais antiga, outra mais moderna e jardins, por isso há muitos cenários que podemos transformar e tornar uma experiência mais enriquecedora para quem nos visita. A diversidade permite ao público experienciar todas as facetas da vila”.

Nas últimas sete edições, o evento recebeu mais de 1,5 milhões de visitantes e 122 artistas, quer nacionais, quer internacionais, oriundos de 26 países. Por isso, “as expetativas para este ano é que os números se voltem a repetir”, salienta Carole Purnelle.

A cada edição, as obras apresentadas têm um tema e, para este ano, “Dreams & Stories: Uma Jornada Luminosa pelo Subconsciente” foi o escolhido.

“O processo dessa escolha demorou cerca de um mês. No festival, trabalhamos com luz artificial durante a noite. E o que acontece durante a noite? Os sonhos. Por isso, o tema vai ser sobre  este processo subconsciente do corpo, durante esse período”, nota Carole Purnelle. 

A parte mais difícil é escolher as obras e incluí-las na vila de Cascais. “Temos de considerar a obra em si e como a iremos alinhar com os lugares”. Os artistas em exibição são escolhidos depois de cada tema. “Temos a nossa base de dados e selecionamos quais serão os mais adequados”.

 
 
 
 
 
Ver esta publicação no Instagram
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Uma publicação partilhada por LUMINA Festival da Luz (@luminafestival)

Posto isto, a jornada luminosa irá viajar entre o mundo dos sonhos e a história. Várias ruas, praças e jardins de Cascais vão transformar-se em verdadeiras telas vivas. Vão estar disponíveis 20 criações artísticas que vão reinterpretar locais emblemáticos de Cascais, como a Rotunda da Estação, a Rua Direita, o Largo da Cidade de Vitória, o Largo do Cais ou a Praia da Ribeira.

Por exemplo, na Avenida Valbom, uma das ruas mais emblemáticas de Cascais, vai poder encontrar girassóis saídos diretamente das pinturas de Van Gogh. Tudo graças à obra “Sunflowers”, do artista Hugo Vrijgag. “Esta instalação, com girassóis gigantes, cria um ambiente mágico, onde cada passo é um mergulho num universo vibrante de cor e de sonho.”

Obras imersivas, jogo do galo e Inteligência Artificial

Outra das novidades deste ano é o crescimento das obras imersivas. Em Visual Piano, por exemplo, além da iluminação, poderá ainda assistir a uma atuação ao vivo. Criada pelo artista alemão Laurenz Theinert, promete “tocar” imagens com luz em tempo real, em diálogo direto com os músicos no palco. As atuações estão marcadas para todos os dias, às 21, 22 e 23 horas.

Além disso, há ainda obras onde poderá jogar ao galo, uma mostra construída através de pinturas de miúdos ou outra onde vai poder interagir com a Inteligência Artificial. “Gostamos destas misturas improváveis e dar a possibilidade das pessoas interagirem com a arte”.

Na edição deste ano, os visitantes podem ajudar o Festival Lumina a escolher o grande vencedor da competição Open Call. A competição é destinada a talentos emergentes. “Aqui, haverá vários filmes a decorrer e, no final, todos os participantes podem escolher o seu favorito. O mais votado pelo público ganha o prémio final“. Esta é mais uma das formas de tornar o evento ainda mais interativo.

Em 2013, o Lumina foi distinguido com o prémio de Melhor Evento Cultural e foi incluído no Top 10 dos Festivais de Luz Europeus pelo jornal “The Guardian”. A partir de 2015 até às edições mais recentes, foi destacado com o selo EFFE para Festivais Notáveis.

Carregue na galeria para conhecer alguma das obras que poderá descobrir este fim de semana. 

ARTIGOS RECOMENDADOS