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na cidade

Já sabemos as datas da próxima Feira do Artesanato Português em Cascais

Estarão representadas todas as zonas do País, neste evento que já se tornou uma tradição local.
Vai encontrar peças para o lar.

Mesmo com o número de lojas a aumentar e o comércio a crescer na região de Cascais, há quem não dispense a visita a feiras ao ar livre. Encontram-se, nestes espaços, preciosidades a preços acessíveis, juntando-se o útil ao agradável, servindo também como um passeio para se fazer sozinho ou acompanhado. Pois bem, se é fã de artesanato, não vai querer perder o evento que aí vem. 

A 11.ª edição da Feira do Artesanato Português já tem datas marcadas. No entanto, ainda terá de esperar três meses pela iniciativa. A abertura ao público acontece a 24 de julho. Como sempre, vai tomar lugar na Quinta das Loureiras, à entrada de Cascais, com organização da Junta de Turismo da Costa do Sol. 

O evento, que assume um carácter artístico e comercial, dará a oportunidade aos visitantes de conhecer diferentes artesãos nacionais e comprar peças originais, que muitas vezes não se encontram nas lojas de especialidade. Será um ponto de atração tanto para a comunidade local, como para os turistas estrangeiros. 

Como sempre, terá diferentes pavilhões que vão abrigar os diversos projetos ali apresentados. Todos os anos, a feira transforma-se numa festa popular, já que todo o povo português está ali representado, de norte a sul do País, do Minho ao Algarve, e até do Ultramar. 

Estarão presentes diferentes tipos de artesanato, onde as características populares ganham protagonismo, na sua maioria sendo peças utilitárias, que podem ser usadas para tarefas domésticas. No entanto, dado que a indústria tem evoluído tanto a nível de produtos para o lar, encontramos no artesanato da Feira de Cascais também objetos de decoração, peças de arte que podem adornar os cómodos de sua casa.

Entre artigos têxteis, de metal, e também de loiças, terá muito por onde escolher. Poderá encontrar uma malga minhota para tomar o seu caldo verde, uma púcara para cozinhar o frango ou até uma caneca de barro para beber água. Todas estas peças trazem um sabor especial e diferente dos modernos trens de cozinha que as donas de casa preferem atualmente. Também poderá encontrar cadeiras e cestos de verga, vimes e peles, numa feliz mistura de estilos a pedir comprador. 

A organização da feira aponta também a importância da mesma para tentar combater o temido avanço do plástico, cuja produção cresce em oposição à escassez de mão de obra noutras áreas, perdendo-se as técnicas do artesanato tradicional. 

A feira, que vai durar cerca de duas semanas, não se vê num dia, à pressa. Convém ir com tempo, num passeio ameno e sem pressa, e regressar mais vezes para poder conhecer os diferentes pavilhões com calma e admiração, já que é uma montra do talento do nosso povo. Converse com os vendedores e observe-os no que melhor sabem fazer, já que muitos aproveitam o tempo ali para trabalhar à vista de todos.

Há que tomar uma atitude ativa perante uma iniciativa de tal importância. Reúna a família e os amigos e faça da feira num ponto de encontro e um evento inesquecível. Aproveite também para comer um caldo verde, uma fartura ou ovos moles de Coimbra, para ler a sina ou levar um pão quente para casa. 

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