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Lançada petição pública para limitar lojas de souvenirs em Cascais

Para as novas regras do licenciamento zero serem debatidas no Parlamento são necessárias 7500 assinaturas.

Para qualquer viajante, além das visitas aos locais mais importantes de cada cidade, há sempre um local de paragem obrigatória: as lojas de souvenirs. No entanto, em Cascais, comprar uma recordação pode tornar-se mais difícil.

Em causa está o licenciamento zero, que permite agilizar abertura de espaços comerciais sem avaliação municipal. Agora, o presidente da Junta de Freguesia de Cascais e Estoril, Francisco Kreye, lançou uma petição pública para travar o aumento não só da abertura de lojas de souvenirs, mas de outros negócios que não representam atividade real, principalmente nos centros históricos.

“Aquilo que temos assistido é um efeito perverso do regime do licenciamento zero, onde a abertura de lojas padronizadas está completamente descontextualizada do comércio local e tem-se alastrado”, salienta Francisco Kreye. Esta questão foi abordada na quinta-feira, dia 20 de novembro, através de um vídeo publicado nas redes sociais. A petição precisa de 7500 assinaturas para chegar ao Parlamento, sendo que esse número já foi ultrapassado.

“Em apenas 48 horas, milhares de cidadãos disseram basta a uma lei que desprotege os nossos centros históricos e abre portas a atividades de fachada”, escreve o autarca nas redes sociais. 

A petição pede revisão do regime de licenciamento zero criado em 2011. A lei permite um aceleramento nas aberturas comerciais através de uma comunicação prévia, que não precisa de avaliação municipal. Desta forma, o autarca pede que passe a ser possível que as autarquias tenham poder na fiscalização destes negócios, o que permite travar o aumento de estabelecimentos sem atividade real. 

 
 
 
 
 
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